É preciso sobreviver

Abdon Barretto Filho – Economista e Mestre em Comunicação  Social

“É preciso sobreviver” não é apenas um título, mas um retrato fiel do momento atual. Vivemos uma fase em que variáveis incontroláveis — como política, economia, legislação e avanços tecnológicos — exercem uma influência crescente sobre aquilo que antes parecia estar sob nosso domínio: o produto, o preço, a promoção, o ponto de distribuição e, sobretudo, o comportamento humano. As decisões pessoais, cada vez mais complexas, refletem-se diretamente na saúde física e mental, na renda, no consumo familiar, nas empresas e nas organizações como um todo. Nesse cenário, a adaptação deixou de ser uma escolha e passou a ser uma necessidade constante. Soma-se a isso o desafio dos convívios geracionais, onde diferentes visões de mundo, ritmos e valores convivem — nem sempre de forma simples — exigindo compreensão, flexibilidade e maturidade emocional. O passado já não serve como referência absoluta; ele ficou para trás. O futuro, por sua vez, não é algo distante — ele começa agora, em cada decisão tomada no presente. E o presente exige atenção, inteligência e capacidade de adaptação contínua. Gerir escolhas tornou-se um exercício diário, essencial para quem deseja não apenas resistir, mas construir um novo ciclo de vida, tanto pessoal quanto profissional. Estamos diante da vida como ela realmente é: dinâmica, incerta e, por vezes, desafiadora. Sobreviver, nesse contexto, vai além da ideia de resistência — envolve transformação, aprendizado e reinvenção. Ainda existem as ameaças físicas e morais. Os comportamentos humanos ameaçadores existem. Muitos inocentes são vítimas de atos irracionais,  muitas vezes, por motivos fúteis.  Agressões com ou sem armas demonstram que nossa sociedade precisa de paz, diálogo, respeito ao próximo respeitando as conquistas civilizatórias. Lembro  que todas religiões apresentam mensagens de compreensão, harmonia e paz na busca de um mundo melhor para todos. Fazer o bem, sem olhar a quem pode ser um grande  objetivo do ser humano. Destaco que o Positivismo, uma corrente filosófica, também considerada como a Religião da Humanidade, criada pelo filósofo  francês Augusto Comte ( 1798 – 1857) possui um lema: o Amor por princípio; a Ordem por base e o Progresso por fim. Infelizmente, o Guardião do Templo Positivista de Porto Alegre, Érlon Jacques foi atacado e ferido ( em 23/04/2026) em área externa do prédio, considerado Patrimônio Histórico Cultural do Rio Grande do Sul. O agressor está detido.Com a  cirurgia realizada, o Guardião do Templo Positivista está em recuperação. A  comunidade está ansiosa para que Érlon Jacques, pai de família exemplar, museólogo e músico retorne às suas atividades mais rápido possível. Ele é o principal líder positivista no Rio Grande do Sul e está buscando apoio para a reforma do único Templo Positivista em funcionamento regular no mundo. Mesmo pregando o amor e a compreensão entre as pessoas, ele foi vitimado com 4 facadas. É preciso sobreviver. É, também, um convite à reflexão: como evitar formas violentas entre as pessoas físicas e jurídicas ? Estamos preparados para isso ? Precisamos encontrar caminhos que façam sentido em meio à complexidade no mundo atual. Sem qualquer tipo de violência. Com certeza, somente o amor constrói um mundo melhor.   Será ? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.

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Abdon Barretto Filho

Economista e Mestre em Comunicação Social. Especializado em Economia, Comunicação e Marketing aplicados às Cidades ( City Marketing),Empresas e Entidades, destacando-se Eventos, Hotelaria, Hospitalidade e o Turismo. Consultor, Conferencista, Conselheiro, Diretor, Escritor, Colaborador em Veículos de Comunicação

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Economista e Mestre em Comunicação Social.

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