A IA (Inteligência Artificial)  não viaja nem vota

Abdon Barretto Filho – Economista, Mestre em Comunicação Social

A Inteligência Artificial ( IA) está influenciando o mundo com aplicações práticas em várias áreas do conhecimento humano. Para algumas  pessoas, são assustadoras as possibilidades para definições de estratégias, táticas e operações nas organizações econômicas com ou sem fins lucrativos, inclusive  na visão do  futuro da humanidade. Para outras pessoas, a IA pode contribuir na melhoria contínua e no desenvolvimento de equipamentos e serviços para todos. Nos estudos, gestões e pesquisas, observa-se que a IA está presente no sistema produtivo do fenômeno turístico. Identifiquei que os Destinos Turísticos utilizam  os avanços tecnológicos no planejamento estratégico, nos inventários turísticos, na estruturação da oferta, na delimitação da oferta turística, na precificação de bens e/ou serviços, na comunicação e promoção, nos canais de distribuição e na avaliação de desempenho das ações. Porém,  a IA não viaja. Não pode sentir a emoção de cada viajante humano que deixa sua  residência para ter experiências em outros locais. Obviamente, pode ter boas recordações, ou não. É a vida como ela é. Alguns viajantes procuram atrativos diversos, participam de eventos presenciais, realizam negócios ou apenas visitam familiares. A IA e o mundo descobriram a importância do fenômeno turístico para o desenvolvimento social e econômico. As decisões políticas não acompanham os investimentos nem as gestões públicas, geralmente disponibilizadas para alguns perdedores das eleições e/ou sem conhecimentos técnicos indispensáveis para exercerem funções públicas. Gostam apenas de viajarem com recursos públicos e ficam deslumbrados quando participam de eventos nacionais e internacionais. As realidades de destinos turísticos no resto mundo demonstram que sem planejamento, gestão profissional, orçamento, parceria pública e privada, os objetivos, principalmente para atrações de visitantes, não são alcançados. No Brasil, houve uma série de avanços nos setores públicos e privado e a IA está contribuindo. Na realidade, a IA capta na rede mundial dos computadores os sucessos e fracassos para que os políticos, empresários e empreendedores possam decidir onde queremos chegar com o turismo. Convém salientar que a Constituição Brasileira de 1988, incluiu o Turismo no Artigo 180: “A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios promoverão e incentivarão o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico.” Os pontos principais, são a responsabilidade compartilhada que impõe o dever de incentivo e fomento ao setor a todos entes da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). Além disso, com duplo propósito com estratégia é instrumento indispensável para o desenvolvimento social, incluindo as viagens culturais, de negócios e de lazer, capazes de  gerações de empregos, rendas, arrecadações de impostos e autoestima do núcleo receptor. Logo, pode-se concluir que  a IA não vota, porque o tema exige comportamento e inteligência humana. Mas, o leitor, simpatizante ou integrante do fenômeno turístico,  pode escolher seu representante comprometido com a causa. Será ? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.

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Abdon Barretto Filho

Economista e Mestre em Comunicação Social. Especializado em Economia, Comunicação e Marketing aplicados às Cidades ( City Marketing),Empresas e Entidades, destacando-se Eventos, Hotelaria, Hospitalidade e o Turismo. Consultor, Conferencista, Conselheiro, Diretor, Escritor, Colaborador em Veículos de Comunicação

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Abdon Barretto Filho
Economista e Mestre em Comunicação Social.

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