A Descontinuidade da Gestão do Órgão Oficial de Turismo

O Órgão Oficial de Turismo de cada País, Estado e Município é o responsável pela implantação da Política Pública definida pelos eleitores, através dos seus representantes legais. Alguns Países não possuem Órgãos Oficiais de Turismo, entretanto, mantém o setor no foco na geração de emprego, renda, impostos e autoestima. Não é necessário convencer neófitos sobre a importância do fenômeno turístico e nem querem gastar tempo e recursos em intermináveis discussões que terminam nas conclusões dos eternos potenciais. Outros Países criam “Autoridades Oficiais do Turismo “para fortalecerem as ações nos mercados emissores e atraírem mais visitantes, mais divisas, mais investimentos, mais empregos, mais desenvolvimento social e econômico. As escolhas dos seus Dirigentes podem ser moedas de trocas políticas ou quando faltam de opções técnicas profissionais, ou simplesmente, miopia mercadológica, transformando as oportunidades em frustrações. Infelizmente, as avaliações quase não são realizadas e os problemas continuam: sem estruturação da oferta turística; sem qualificação dos bens e/ou serviços; sem promoção nos mercados emissores; sem apoios às comercializações dos produtos turísticos e sem avaliações dos resultados. Quando os neófitos começam aprender, são trocados por outros neófitos com ideias ingênuas e não querem continuar os trabalhos realizados gerando a descontinuidade tão prejudicial ao desempenho do fenômeno turístico no Brasil. Na realidade, querem Turismo, sem Turistas. Assim, os cargos e funções são ocupados pelos apadrinhados políticos, remunerados com o dinheiro público e mantidos pelos seus responsáveis diretos ou indiretos. Uma lastimável realidade. Convém salientar que existem honrosas exceções em que as Políticas Públicas, as Estratégias e as Gestões compartilhadas entre o setor público e o privado conseguem avançar, existindo continuidades das boas ações, com orçamentos e profissionais compatíveis com os cargos e funções. Atualmente existem 2.817 municípios turísticos que integram o Mapa do Turismo brasileiro, um aumento de 10% em relação ao último levantamento feito pelo Ministério do Turismo, em março de 2022, quando o país contava com 2.542 cidades. São trabalhos iniciados em 1994 a 2001.durante o Programa Nacional de Municipalização do Turismo ( PNMT), prevendo uma abordagem comunitária participativa e a formação de Conselhos e Planos de Turismo.  Em abril de 2004, foi lançado o Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil, constituindo-se em uma política pública, a partir do Plano Nacional do Turismo 2003-2007, que determinou como macro programa estruturante a “Estruturação e Diversificação da Oferta Turística “. Atualmente, será que existem estatísticas sobre os fluxos de visitantes nos Municípios Turísticos? Será que existem novos roteiros ou destinos turísticos capazes de atraírem visitantes nacionais e/ou internacionais?  Milhões foram investidos e os resultados são frustrantes. Ainda bem que os principais Destinos Turísticos nacionais estão fortalecidos com os grupos gestores, com participações mínimas de curiosos e/ou neófitos políticos. No caso do Turismo Nacional, temos vários problemas, principalmente no transporte aéreo e na imagem do Brasil. A descontinuidade é uma das causas. Será? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.

Abdon Barretto Filho

Abdon Barretto Filho

Economista e Mestre em Comunicação Social. Especializado em Economia, Comunicação e Marketing aplicados às Cidades ( City Marketing),Empresas e Entidades, destacando-se Eventos, Hotelaria, Hospitalidade e o Turismo. Consultor, Conferencista, Conselheiro, Diretor, Escritor, Colaborador em Veículos de Comunicação

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Abdon Barretto Filho
Economista e Mestre em Comunicação Social.

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