Economia do Turismo  e a “ destruição criativa “

Abdon Barretto Filho – Economista e Mestre em Comunicação Social

Nós vivemos em uma economia de mercado. Os antecedentes históricos permitem entender o passado, avaliar os resultados alcançados na atualidade   para melhor planejar o futuro. O conceito de “ destruição criativa “ foi apresentada e popularizada pelo economista austríaco Joseph Schumpeter no seu livro de 1942: Capitalismo, Socialismo e Democracia, leitura obrigatória para os economistas e sugerida para os não-economistas. Segundo o autor, o conceito destaca a força matriz, quando o empreendedor inovador e/ou a empresa inovadora são agentes centrais  provocando  rupturas no sistema econômico. Existe uma renovação constante, evoluindo e tornando técnicas obsoletas de produção, bens, serviços e estruturas antigas. Como consequência gera um conflito econômico, porque a inovação gera ganhos de eficiência, provocando crises temporárias e desemprego nos setores que não evoluem e são eliminados. Alguns exemplos podem ser destacados: Serviços de vídeos sob demanda (streaming)  e as Locadoras de filmes; Smartphone, telefones celulares  inteligentes reduziram ou eliminaram os famosos “orelhões” e os telefones fixos residenciais tradicionais; Lâmpadas elétricas tornaram obsoletas as produções de   velas e lamparinas. A “destruição criativa” no turismo ocorre quando novas tecnologias, plataformas digitais e novos comportamentos dos consumidores transformam as formas como as pessoas viajam, como fazem as  escolhas dos equipamentos e serviços, incluindo as compras (reservas), muitas vezes eliminando intermediários Os avanços tecnológicos podem criar mercados novos ou eliminar mercados tradicionais. Os mais diversos setores do fenômeno turístico apresentam exemplos da teoria econômica de Schumpeter, porque vem passando por sucessivas  ondas de disruptivas nas últimas décadas. Existem exemplos durante a estruturação da oferta turística, qualificação dos equipamentos e serviços, promoção turística, canais de distribuição e avaliação de cada resultado. Em um Diagnóstico mercadológico, a “destruição criativa” é identificada nos produtos ( bens e/ou serviços), formações de preços ( precificação), promoção direta e/ou indireta e distribuição figital ( física e digital). Alguns destaques, a saber:1. Agências de viagens físicas e as concorrências das  OTAs ( Online Travel Agencies) causando os fechamentos de milhares de agências físicas que dependiam exclusivamente da venda de passagens e pacotes padronizados;2. Hotelaria tradicional e a Hospedagem compartilhada: Surgimentos de plataformas diversas que permitem reservas em casas e aptos residenciais competindo diretamente com hotéis, forçando mudanças nos serviços hoteleiros e adaptações;3. Guias impressos e as plataformas de localizações e recomendações, com aplicativos que permitem avaliações em tempo real, realizadas pelos próprios viajantes; 4 Mercado de Milhas e as companhias aéreas de baixo custo ( Low-Cost) destruindo o modelo tradicional. A Inteligência Artificial ( IA) está desenhando próximas ondas da “destruição criativa”. Estudar  a Economia do Turismo, pode ser útil. Será ?  Respeitam-se  todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso

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Abdon Barretto Filho

Economista e Mestre em Comunicação Social. Especializado em Economia, Comunicação e Marketing aplicados às Cidades ( City Marketing),Empresas e Entidades, destacando-se Eventos, Hotelaria, Hospitalidade e o Turismo. Consultor, Conferencista, Conselheiro, Diretor, Escritor, Colaborador em Veículos de Comunicação

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Economista e Mestre em Comunicação Social.

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