Resort: Bom para visitar, bom para hospedar

          Abdon Barretto Filho – Economista e Mestre em Comunicação Social

Os verbos do fenômeno turístico são:  transportar, visitar, saborear, entreter, comprar e dormir. No verbo dormir, as possibilidades para atender  demandas são adequadas aos perfis dos visitantes, cada vez mais exigentes  e com orçamentos controlados. Os avanços tecnológicos limitaram viagens que podem ser substituídas pelas ferramentas digitais disponíveis, transformando as reuniões e alguns eventos corporativos, não exigindo  deslocamentos físicos. Logo, as viagens  corporativas são mais seletivas influenciando as ocupações hoteleiras. Alguns hotéis estão revisando suas estratégias mercadológicas e comerciais para adaptações aos novos cenários, incluindo os modelos das gestões influenciadas pelas plataformas de distribuições eletrônicas. Existem hotéis que  encerraram seus setores de marketing e comercialização, entregando seus equipamentos e serviços aos intermediários. É o fim da hotelaria romântica  e o predomínio de tarifas mais reduzidas, obrigando atingir metas com tarifas flutuantes, esquecendo o marketing de relacionamento, principalmente a fidelização do cliente e a rentabilidade das operações. Outros hotéis estão saindo do mercado ou buscando alternativas para sobreviver no competitivo mercado hoteleiro. Convém salientar que o sucesso do meio de hospedagem está vinculado ao destino onde está localizado. Em alguns casos, o meio de hospedagem pode agregar valor ao destino turístico. Um hotel se torna um resort ao oferecer infraestrutura completa de lazer, gastronomia e serviços que o transformam em um destino autossuficiente, com atividades 24h, programação de recreação para todas as idades, múltiplos restaurantes/bares, academia, spa, e geralmente, uma localização privilegiada em contato com a natureza. Podendo ser classificado com 4 ou 5 estrelas, seguindo padrões do Ministério do Turismo. Alguns são integrantes de redes internacionais, lembrando que só colocam suas respectivas marcas quando existem fluxos de visitantes nos destinos. Os principais diferenciais são: Lazer e Entretenimento (Não é só dormir: é uma experiência completa com piscinas, quadras, salão de jogos, atividades desportivas e recreação monitoradas para crianças); Gastronomia (Vários restaurantes e bares com alimentação variada e inclusiva (café da manhã, almoço, jantar, lanches); Infraestrutura  (academia, sauna, salão de beleza, lojas, e serviços extras como spa, menu de travesseiros e amenities (itens de cortesias); Serviços ( Recepção e segurança 24h, equipe bilíngue, serviços de quarto e lavanderia); Localização privilegiada com beleza natural, permitindo que o hóspede não precise sair do complexo; Autossuficiência (Projetado para oferecer tudo o que o hóspede precisa dentro do complexo); Sustentabilidademedidas de gestão de resíduos, água e energias). Em Resumo: Um resort é um hotel que vira um destino por si só, proporcionando uma estadia de férias “tudo em um”, com foco em bem-estar, diversão e conforto, indo muito além da simples acomodação. Para obter a classificação oficial no Brasil, precisa atender a critérios rigorosos, com  auditorias específicas. O Resort Urbano pode ser uma nova opção. Será ? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.

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Abdon Barretto Filho

Economista e Mestre em Comunicação Social. Especializado em Economia, Comunicação e Marketing aplicados às Cidades ( City Marketing),Empresas e Entidades, destacando-se Eventos, Hotelaria, Hospitalidade e o Turismo. Consultor, Conferencista, Conselheiro, Diretor, Escritor, Colaborador em Veículos de Comunicação

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Abdon Barretto Filho
Economista e Mestre em Comunicação Social.

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