Abdon Barretto Filho – Economista e Mestre em Comunicação Social
Mais viagens, mais turismo e menos guerra não é apenas uma proposta idealista, mas uma proposta concreta para a construção de uma cultura de paz em todo o planeta. Atualmente, as existências de conflitos recorrentes em várias partes do mundo, deslocações forçadas, bilhões de dólares nas compras de armas, munições e sistemas de ataques e defesas ampliam as tensões geopolíticas. É cada vez mais evidente a necessidade de repensar os caminhos que a humanidade escolhe para viver em nosso planeta azul. Será que ignoram os resultados das guerras mundiais no século passado ? Das milhões de pessoas que morreram defendendo a liberdade e do respeito ao próximo? Será que esqueceram das armas atômicas utilizadas e que, atualmente, são mais poderosas e podem destruir os terráqueos a partir de um conflito nuclear ?Nós, cidadãos úteis e integrantes de comunidades, pagadores de impostos, eleitores e pacifistas, ficamos admirados com as ameaças à paz mundial e ao futuro dos 8 bilhões de habitantes. A humanidade precisa melhor escolher as alternativas econômicas e políticas para uma vida melhor para todos. A ordem mundial desenvolvida, após segunda guerra mundial, precisa ser respeitada e atualizada para diminuir as injustiças sociais existentes e aumentar os entendimentos entre as nações. A paz é fundamental para que existam mais viagens, mais trocas culturais e econômicas, mais equilíbrios entre os governantes e, naturalmente, menos guerras, menos ódio, menos desamor. É o momento de relembrar que somente o amor, a paz e a fraternidade universal podem construir e manter um mundo melhor para todos. O fenómeno turístico apresenta-se como uma das mais eficazes alternativas para aproximar povos, reduzir preconceitos e promover o entendimento entre diferentes culturas. Viajar é, antes de tudo, um exercício de empatia. Ao conhecer outros países, costumes, religiões e formas de viver, o viajante desconstrói estereótipos e percebe que, apesar das diferenças, os seres humanos partilham valores comuns como a família, o trabalho, a esperança e o desejo de segurança. O turismo cria pontes onde antes existiam muros, substituindo o medo pelo conhecimento e a desconfiança pelo diálogo. Além disso, o turismo sustentável gera desenvolvimento económico, emprego e inclusão social, sobretudo em regiões que poderiam, de outra forma, tornar-se vulneráveis à instabilidade e à violência. Comunidades que vivem do turismo tendem a valorizar a preservação cultural e ambiental, compreendendo que a paz é um ativo essencial para a prosperidade. Países que investem em turismo investem também em cooperação internacional, mobilidade, educação intercultural e diplomacia informal. As guerras, pelo contrário, destroem patrimónios históricos, interrompem fluxos turísticos e deixam marcas profundas nas populações. Onde há conflito, não há encontro; onde há armas, não há troca cultural. Promover viagens é promover o encontro pacífico entre nações, incentivando o respeito mútuo e a convivência pacífica. Assim, apostar em mais turismo é apostar num mundo mais conectado, tolerante e humano. Viajar não resolve todos os problemas globais, mas contribui de forma significativa para criar consciências mais abertas. Num planeta cada vez mais interdependente, interligado com os avanços tecnológicos escolher o caminho das viagens em vez das guerras é escolher a paz como destino comum. Será ? Respeitam-se todas opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.
