Abdon Barretto Filho – Economista, Mestre em Comunicação Social
Um Destino Turístico exige planejamento para estruturar a oferta, qualificar os equipamentos e serviços, determinar as estratégias mercadológicas, incluindo a promoção e a precificação, sem esquecer as avaliações dos resultados. Além disso, a transversalidade de cada ação no mercado e no bem receber. Alguns destinos, esquecem que a boa gestão compartilhada é fundamental para atrair fluxos de visitantes e mantê-los felizes nas visitas e nas indicações e/ou retornos ao local visitado. Recentemente, alguns exemplos no turismo nacional estão sendo destacados para que outros destinos não cometam os mesmos equívocos. Em uma ilha famosa, teve uma diminuição da sua procura porque aumentaram as taxas que os visitantes pagam sem maiores estudos dos impactos e cálculos financeiros. A precificação pode afastar ou atrair visitantes, dependendo do posicionamento no mercado e do valor percebido. A lógica do consumidor mudou: os visitantes estão evitando gastar em bens e/ou serviços que não são percebidos nas relações custos/benefícios. Com tarifas flutuantes e serviços não compatíveis com os preços cobrados, fazem opções por outros destinos, principalmente pelas famílias. Estão incluídos os transportes, os meios de hospedagens, os parques temáticos, a gastronomia local, sem esquecer a taxa de turismo municipal, quando o visitante percebe ou não a infraestrutura disponível e compatível com o valor cobrado. O visitante compara tudo, desde da chegada aos destinos, passando pela limpeza, segurança, atrações, circulação, hospitalidade, gastronomia. Os detalhes fazem as diferenças. Outro destaque é a postura de parte do atendimento. O Turismo é uma relação “ ganha-ganha”. É economia. É profissionalismo. Quando o turista não gosta, não volta e não recomenda porque o serviço está desqualificado, impaciente e desorganizado. Convém salientar que a falta de investimento na promoção do destino é outra ameaça em uma economia de mercado. Turismo exige investimentos contínuos nos mercados emissores e um calendário promocional para disputar fluxos de visitantes no ano todo. Quando não existe atenção, desejo, interesse e ação, o turista não visita. O destino deve comunicar claramente e no veículo de comunicação adequado, suas ofertas, respeitando a sazonalidade e a hospitalidade. Um destino turístico pode morrer lentamente. Primeiro os restaurantes ficam vazios. Depois, os hotéis ficam sem hóspedes. Em continuação, os parques temáticos não recebem visitantes, assim como outras atrações. Os comentários negativos nas redes sociais aumentam ou desaparecem. Os empresários deixam de realizar investimentos. O desemprego aumenta. De repente, os fluxos de visitantes mudaram de destinos, das rotas, dos roteiros ou são interrompidos. A gestão pode ser culpada e a omissão do sistema econômico da economia do turismo, também. O bom trabalho aparece por si só, com profissionalismo. O sucesso não acontece por acaso. Acontece sem incompetências políticas e/ou empresariais. O fracasso é um somatório de equívocos e das miopias mercadológicas. Será ? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.
