Até a pé, nós viajaremos

Abdon Barretto Filho – Economista e Mestre em Comunicação Social

A Economia do Turismo, também  estuda os deslocamentos das pessoas dos seus locais de residências fixas para realizarem visitas aos destinos turísticos,  com motivações diversas. O verbo viajar, envolve outros verbos: transportar, visitar, saborear, entreter, negociar e dormir. Na Economia dos Transportes, observa-se que desde da pré-história , muito antes do invento da roda, os seres humanos já se moviam em busca de alimentos, abrigos, novas oportunidades e segurança. Caminhavam longas distâncias, atravessavam rios, lagos, montanhas, desertos. Viajar, naquele tempo, era necessidade de sobrevivência, mas também representava curiosidade e descoberta. Na realidade, os seres humanos buscam  sempre novas oportunidades  para satisfazerem  suas necessidades  ilimitadas.Com o passar dos séculos, os meios de deslocamentos evoluíram. Primeiro vieram os animais de carga e as primeiras embarcações rudimentares. Depois, com o surgimento da roda, as carroças facilitaram o transporte de pessoas e mercadorias. Mais tarde, a revolução industrial trouxe o trem, encurtando distâncias e conectando cidades e países. No século XX, os automóveis e os aviões transformaram completamente a forma de viajar, tornando o turismo uma atividade global e acessível a milhões de pessoas. Na realidade, o turismo sempre esteve profundamente ligado à história dos deslocamentos humanos. No entanto, ao longo da história, as guerras sempre representaram grandes desafios para o turismo. Conflitos armados afetam diretamente o setor de transporte, fechando rotas aéreas, interrompendo linhas ferroviárias e dificultando deslocamentos terrestres e marítimos. Aeroportos podem ser fechados, fronteiras podem ser restringidas e a sensação de insegurança reduz o fluxo de viajantes. Companhias aéreas, empresas de cruzeiros e operadoras de turismo frequentemente enfrentam perdas significativas durante períodos de instabilidade. Apesar disso, a história mostra que a mobilidade humana nunca deixou de evoluir. Mesmo em momentos de crise, novas rotas são criadas, tecnologias são desenvolvidas e soluções surgem para manter o mundo conectado. O desejo humano de conhecer novos lugares, culturas e pessoas é mais forte do que qualquer obstáculo temporário. Assim como nossos antepassados encontraram caminhos através de florestas e desertos, nós também continuaremos encontrando novas formas de viajar. A inovação no transporte, a cooperação internacional e a resiliência das pessoas sempre abrirão novas possibilidades para explorar o mundo. Porque viajar faz parte da nossa natureza. E, independentemente das circunstâncias, sempre haverá um caminho a seguir. Se as ameaças das faltas de combustíveis e as restrições das viagens forem confirmadas, uma certeza existe: vamos continuar viajando  dentro dos limites das nossas forças para distâncias menores. Estaremos  exercendo as funções de visitantes interessados nos aspectos geográficos, históricos, culturais, equipamentos e serviços. Viajar e fazer turismo vão continuar com ou sem guerras. Até a pé, nós viajaremos. Será ? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.

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Abdon Barretto Filho

Economista e Mestre em Comunicação Social. Especializado em Economia, Comunicação e Marketing aplicados às Cidades ( City Marketing),Empresas e Entidades, destacando-se Eventos, Hotelaria, Hospitalidade e o Turismo. Consultor, Conferencista, Conselheiro, Diretor, Escritor, Colaborador em Veículos de Comunicação

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Abdon Barretto Filho
Economista e Mestre em Comunicação Social.

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