A Política “Glocal” e a Crise do Petróleo

Abdon Barretto Filho – Economista, Mestre em Comunicação Social

A palavra “Glocal” é a fusão de “global” com “local”, descrevendo bens, serviços com  estratégias, táticas e operações  que adaptam tendências e experiências mundiais às preferências e características específicas de um mercado local. O conceito visa pensar globalmente, mas agir localmente, unindo alta tecnologia ou alcance global com a cultura e necessidades regionais, locais. O termo destaca que, no mundo conectado, ações locais têm impacto global, e vice-versa. No caso da crise do petróleo, observa-se a “glocalização” do problema: produzir e distribuir produto consumido em todo mundo.  Atualmente, as decisões políticas das grandes potências mundiais sobre a crise do petróleo influenciam os preços dos combustíveis nas cidades, confirmando o sistema global. Convém salientar que  no século passado, foram apresentados importantes tendências para o século XXI que estão se concretizando, a saber: 1. A globalização da economia, ainda mais forte com as entradas de novos importantes produtores no comércio mundial; 2. Os avanços tecnológicos mais rápidos e disponíveis que estão  influenciando as vidas e os hábitos de consumo da população, destacando-se a Inteligência Artificial – IA; 3. As desregulamentações de mercados pressionando  as ofertas globais  e as demandas locais: 4. Os conflitos geracionais decorrentes das existências de jovens, adultos e idosos convivendo, produzindo e consumindo bens e/ou serviços em mercados competitivos; 5. Sustentabilidade do Planeta Terra, com seus 8 bilhões de habitantes e os desafios das oscilações climáticas. Nas tendências, não foram previstas guerras com os maiores produtores de petróleo. Nem decisões de lideranças globais imprevisíveis. Esperava-se que os  conflitos cirúrgicos poderiam ser resolvidos nos diálogos e do bom senso entre os envolvidos. Jamais com decisões do exercício do poder e de preferências religiosas capazes exterminarem o futuro da humanidade. Os conflitos armados podem gerar benefícios para os produtores de armas e, também, podem criar instabilidades e ameaças ao bem viver da maioria dos seres humanos. A ordem mundial  exige a paz, a liberdade, o diálogo, a diplomacia e o respeito mútuo entre todos inquilinos do planeta azul, sem ameaça de extinção em massa. Os seres humanos não querem ser extintos como os seres vivos que viviam há milhões anos em nosso planeta.  Os bilhões de dólares em investimentos nos armamentos teriam melhores resultados nas pesquisas para eliminar a fome; em novas tecnologias para proteger o planeta; para produzir meios de transportes mais eficientes; proteger e recuperar patrimônios mundiais; fortalecer a economia mundial do turismo- a ”indústria da paz” e da hospitalidade. Será ? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso

Picture of Abdon Barretto Filho

Abdon Barretto Filho

Economista e Mestre em Comunicação Social. Especializado em Economia, Comunicação e Marketing aplicados às Cidades ( City Marketing),Empresas e Entidades, destacando-se Eventos, Hotelaria, Hospitalidade e o Turismo. Consultor, Conferencista, Conselheiro, Diretor, Escritor, Colaborador em Veículos de Comunicação

Gostou desse conteúdo? Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Abdon Barretto Filho
Economista e Mestre em Comunicação Social.

Acompanhe as novidades