Abdon Barretto Filho – Economista e Mestre em Comunicação
No momento que as relações geopolíticas estão desafiando as nações e gerando instabilidade política, econômica e social no planeta, observa-se que alguns líderes ( alguns carismáticos), gestores públicos e privados esqueceram que as trocas comercias são fundamentais para a paz e prosperidade. O comércio é gerador de entendimentos, evitando-se conflitos. Quanto mais trocas de bens e/ou serviços entre as nações, maiores possibilidades do desenvolvimento. Compreender o mercado é vital para entender as decisões políticas e vice-versa. O fenômeno turístico com suas transversalidades com outras ciências permite demonstra que ao viajar, visitar e conhecer outras culturas, aprende-se e respeita-se as diferenças dos comportamentos humanos. Infelizmente, os egos e o mau uso do exercício do poder por algumas lideranças buscam caminhos dos conflitos visando obter vantagens nas relações pessoais, econômicas e políticas. Atualmente, com os avanços tecnológicos e a comunicação instantânea, os aproveitadores e enganadores são desmascarados informando as versões dos fatos e/ou realizando interpretações de acordo com seus interesses pessoais. Por trás das decisões, devem existir causas que somente o tempo demonstrará quem quer tirar vantagens prejudicando os entendimentos pessoais e comerciais. É importante rever os antecedentes históricos sobre o exercício do poder de líderes que culminaram em duas grandes guerras mundiais. O equilíbrio dos relacionamentos entre as pessoas físicas e jurídicas ainda é a melhor solução. Durante estudos, pesquisas, experiências acadêmicas e profissionais, aprendi que o exercício do poder nas negociações entre pessoas de culturas e comportamentos diferentes exige sensibilidade, respeito e compreensão mútua. Quando indivíduos com valores, formas de comunicação e percepções distintas se encontram para negociar, o risco de mal-entendidos aumenta. Nestas situações, a gestão do poder deve ser orientada para criar confiança e equilíbrio, evitando atitudes dominadoras que levem aos impasses. O modelo “ganha-ganha” é o ideal, pois procura soluções que beneficiem ambas as partes, reforçando relações de longo prazo e promovendo cooperação futura. Quando se adota uma postura “ganha-perde”, a parte desfavorecida tende a sentir-se injustiçada e, em resposta, pode procurar vingar-se ou não cumprir acordos, o que frequentemente leva ao cenário “perde-perde”. Para evitar este ciclo destrutivo, é essencial cultivar a escuta ativa, procurar compreender os interesses e não apenas as posições, e adaptar a comunicação ao contexto cultural do interlocutor. A empatia desempenha um papel central, permitindo que as diferenças se tornem pontos de enriquecimento e não de divisão. O poder deve ser exercido de forma ética, procurando equilíbrio entre firmeza e flexibilidade. Uma negociação bem-sucedida não significa que todos obtenham exatamente o que desejam, mas sim que ambos sintam que foram ouvidos e respeitados. Assim, numa perspectiva intercultural, a construção do “ganha-ganha” não é apenas uma estratégia, mas uma filosofia de cooperação entre a comunicação, a economia e a gestão. Ao evitar a lógica de confronto, garante-se não só a resolução imediata do problema, mas também a base para futuras interações positivas. Negociar sempre. Será ? Respeitam-se todas as opiniões contrárias. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.